domingo, 30 de outubro de 2011

Ser bailarina...

Nesses últimos dias eu venho conversando com uma amiga minha, que também é bailarina, sobre o nosso ex-grupo de estudo e essa "nova geração" que está aí, falávamos sobre estudos, aulas, comportamento, humildade e tantas outras coisas.
O nosso grupo surgiu para nos prepararmos para a Pré-Seleção da Khan el Khalili e eramos 5 meninas estudando com um objetivo em comum, nos ajudávamos, surtávamos juntas, procuramos músicas uma pras outras, ajudávamos a montar sequencias, dançávamos umas pras outras por horas e horas e dizíamos sempre o que estava legal e o que não mas sempre respeitando o estilo da colega, e nós também escolhíamos a música que a colega ia dançar para ela se preparar para a improvisação, saber lidar com o nervosismo e treinar o ouvido e etc, e procuravamos sempre escolher o tipo de música contrário ao estilo da colega, por exemplo se a colega X gostava mais de músicas lentas e era boa nisso nós sempre escolhíamos músicas mais rápidas, que exigisse o oposto ao que ela dominava e por aí vai, e SEMPRE pedíamos a opinião para todas as professoras da escola, e SEMPRE perguntando o que podíamos melhorar e raríssimas as vezes estava tudo bem, que estávamos dançando bem.
Mas o que temos vistos é completamente diverso do que eu e as minhas colegas e amigas fazíamos para crescer como bailarinas e professoras, as futuras bailarinas já estão se achando superstars, as verdadeiras DIVAS da dança do ventre! E essa parte delas já serem consideradas divas as maiores culpas são as próprias professoras que as trata como tal, não digo que é não podemos elogia-las, incentiva-las, coisas do tipo, mas tem bom senso e mostra-las principalmente que elas tem muito o que crescer, tem muito o que aprender, que também tem coisas para melhorar, ter o seu estilo, e tudo mais que envolve ser uma boa bailarina.
Ser bailarina não é uma coisa que acontece do dia pra noite ou depois de fazer algumas aulinhas, é muito mais do que isso! É procurar, é pesquisar, é estudar, é assistir vídeos, é tentar ensaiarem casa, é se sacrificar para fazer cursos e workshops para o seu próprio crescimento, é fazer aulas com professoras diferentes para aproveitar o que há de melhor em cada professora, é ficar por horas e horas imitando o que as grandes bailarinas e os melhores professores internacionais ensinam em seus vídeos, treinar em casa e eu acredito fielmente que é o que mais falta nas futuras bailarinas.
O que eu mais vejo é que as meninas se limitam ao que ao que é passado em sala somente, e o que mais me preocupa é a falta de humildade de algumas pessoas em aceitar críticas sejam elas boas ou ruins, sei que escutar críticas ruins não é nada legal mas cabe a pessoa pensar o que irá fazer com isso... é melhor pegar raiva da pessoa que te disse algo sobre o que você precisa melhorar ou é melhor pegar isso que a pessoa disse e tentar melhorar, crescer, o que é melhor? Confesso que prefiro pegar como meta, um objetivo.
Leva-se anos e muito treino para se fazer uma bailarina, como eu já disse antes, e lhes pergunto como você quer ser uma bailarina sendo que você só imitar o que a professora faz? Jogue-se, arrisque, tente ser você mesma, tente se descobrir como bailarina! Mas você só irá descobrir isso arriscando e treinando, tentando, escutando o que o pessoal que tem mais experiência tem a dizer sobre você seja bom seja ruim, não pense que é inveja que as outras pessoas tem de você não e esse é o tipo de pensamento mais ridículo, mais medíocre que uma pessoa pode ter, e sabe aonde você chegará assim? Em lugar nenhum!
Amplie seus horizontes, escute o que os outros tem a dizer sobre sua dança, faça aulas, pesquise, e DANCE EM CASA!
Temos muito o que crescer e aprender, NINGUÉM É DONO DA VERDADE, seja humilde!

sábado, 29 de outubro de 2011

Baladi

Eu me amarro em baladi, é fato, e minha musa é a Fifi Abdo!
E eu achei simplesmente maravilhoso esse baladi que a Aziza Mor, uma leitura maravilhosa, é ótimo para estudo pois é o baladi clássico que começa lento e depois vai acelerando, com inúmeras coisas para estudarmos.



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Bailarinas Russas

As bailarinas russas estão dominando aqui no Brasil, eu já havia comentado sobre elas há meses atrás e elas estão mais fortes ainda e especialmente a Daria Mitskevich.
Ao contrário de nós, brasileiras, na dança das bailarinas russas e também do Leste Europeu tem muitas jogadas de cabeça e tronco, além do mais são as bailarinas que mais se tem dançando nos países árabes (que eu saiba!) que também curte bastante essas jogadas de cabeça talvez daí venha essa influência.
Também é uma dança muito marcada pelo balé, são bailarinas extremamente alongadas (e isso eu acho maravilhoso) e com uma postura impecável, as danças são muito fortes e impactantes e talvez seja esse o motivo de fazerem tanto sucesso aqui, o quadril de algumas delas são realmente maravilhosos e limpinho, e particularmente para mim a limpeza é o mais importante.
Mas na minha opinião elas tem alguns momentos na dança que são fortes ao extremo e não combinam com a música e acabam por parecer com exageros, e não ficam nada bem pra quem tá assistindo.
Mas as maioria das roupas usadas por elas são de LUXO total! E sem contar as músicas que são maravilhosas e ficamos meses e meses a procura.


sábado, 22 de outubro de 2011

Folclore - Texto da bailarina Jade el Jabel


Nem todas as pessoas estão sabendo mas nessa semana a bailarina Jade el Jabel postou um texto que deu o que falar, na minha opinião o texto é PERFEITO e super concordo com ela diz, vale a pela ler professoras, bailarinas e alunas.
E de fato a dança do ventre se tornou um amontoado de sequencias aplicado em uma música e se nem sabemos sobre a nossa cultura direito como queremos ser donas da verdade sobre uma dança, uma cultura a quilômetros de distancia daqui? Uma cultura que não é nossa! E digo isso porque já aconteceu comigo em sala de aula, estava fazendo aula com uma bailarina X e iria fazer uma apresentação para ela de música moderna ao final da aula e resolvi fazer uma entrada sem véu e essa bailarina X me chamou a atenção, inclusive interrompendo a música pois como ela mesmo disse "Como assim eu vou fazer entrada de música sem véu?", confesso que me controlei para não dar uma resposta malcriada a ela, mas lhes pergunto existe algum livro, algum artigo que diz que devemos entrar de tal forma? Se tiver por favor me avisem!
Enfim, voltando ao assunto, eis o texto da Jade el Jabel:

"Um grupo de 10 vestibulandos sentam-se à mesa do bar e fazem um Campeonato de Adivinhação da Tabela Periódica, definindo que o último a acertar paga a conta. A brincadeira dura apenas poucos minutos, pois todos os 10 a sabem de cor. Dá empate técnico, 4 deles demoram o mesmo tempo para lembrar a tabela toda e, portanto, devem pagar a conta. A conta chega: $ 160,00 a serem divididos pelos 4 perdedores e um deles pergunta: – Alguém tem uma calculadora?
É claro que estou aqui para falar de Dança do Ventre e contei esta historinha hipotética para fazer um paralelo com o que pretendo colocar: A atual Dança do Ventre (há exceções, sempre há, muitas, Graças a Deus!) está numa fase “Dança pré-vestibulanda”, onde decoram-se fórmulas e esquecem-se coisas simples, entretanto, fundamentais para o dia a dia de uma bailarina, como divisão (por 4!) na vida de qualquer criatura.
A menina entra para dançar: Linda, bem vestida, com um figurino “recomendado” de Costureira X ou Y, a custo de “Costureira da Moda” ou ainda (pior!) “Condição para ser aceita”. Cabelo e maquiagem impecáveis, sorriso aberto, corpo “dentro dos padrões definidos por sei lá quem”. Tudo que disseram que ela deveria fazer para ser aceita.
Entra no momento certo da música, com muito impacto, gira, sorri, ocupa todo o espaço com uma meia ponta de deixar qualquer Fifi Abdo de queixo caído e então lá vem ele… um violino! Um violino é um instrumento arredondado, pequeno, acinturado, que é tocado coladinho ao corpo, às vezes de olhos fechados o que, traduzindo para “Dançadoventrês”, pede (ou exige?) oitos, redondos, ondulações, movimentos cheios de sinuosidade, sensualidade, poesia e a “Candidata” (ui!) faz… braços! Molduras pré-aprovadas, perfeitas, organizadas. Então, surge um Qanoon, desenhando ondas trêmulas no ar, trêmulos pequeninos, irregulares, que sobem, descem, desaparecem e ressurgem de longas pausas de delicioso silêncio e a candidata… gira, gira, faz cambrés, arabesques, tudo muito lindo, muito limpo e… absolutamente fora do lugar.
Daí “tenque”… Tem que fazer uma cara assim, outra assado, olhar para todos os examinadores, sorrir, agradar, agradecer, seguir as regras, as fórmulas, os Guias… Tem que pular loucamente à simples menção de um Mizmar, porque daí é Saaid, tem que “bater cabeça”, numa simples menção de um “Soud”, porque daí, é Khaligie.
Um rítimo “incidental” é uma citação dentro de uma composição e não uma regra para a bailarina e, na minha opinião, o que quer que ela faça com graça, beleza, verdade e prazer, dentro do tempo, com bom gosto, sim, está certo!
Pergunte em uma sala com 30 brasileiros:
- Qual a diferença de Baião e Xaxado?
- De que região do Brasil vem a Catira?
- Qual é a diferença entre Aboio e Repente?
- O que é síncope?
Destas perguntas depende, um sujeito que se julga “músico brasileiro competente” sê-lo de fato, assim como apreciadores da música brasileira.
Depois que constatarmos que não sabemos, sequer o “mínimo” sobre a nossa própria música, podemos voltar a falar sobre ritmo e composição, mas já me adianto: É de uma prepotência sem precedentes acreditarmos que aqui, do outro lado do Planeta, podemos julgar com absoluta certeza, se um ritmo incidental é um Soud, Aiub, Núbio que têm, entre si a diferença de um Baião e um Xaxado (ambos, nós, ignorantes da música brasileira chamamos de “Forró”, que é, também, uma outra coisa, vem de “For all” – “para todos” em inglês – e trata-se da Festa, é um evento, é uma “Festa for all”.
Informação balsâmica para a sua cara de “?”. Dança do Ventre também é for all!!!
Uma dança com figurino e música árabes que não tem oitos, ondulações, redondos e shimmies é Fusão (ou “Fusion”, como a maioria prefere chamar), não é certo nem errado mas “do Ventre”, sem trabalho de Ventre, não, não é.
Como foi mesmo que isso aconteceu com a gente? Por onde e por que começou? Eu palpito que foram dois eventos paralelos aos “Concursos de Dança do Ventre”:
1 – A Dança do Ventre é difícil, mesmo, demora, às vezes dez anos para estar, realmente, Oriental, então começamos a “comê-la pelas rebarbas”, ensinando braços para a dança, ballet para a dança, leitura musical para a dança, coisas. Coisas em volta da dança.
2 – Fazer aula regular anda meio fora de moda… A menina vem para uma turma ou aula particular e eu pergunto “Quanto tempo de aula você tem?” e, depois de muita enrolação para responder, percebo que ela faz “Workshops de Dança do Ventre há X anos” e aulas particulares com o País inteiro para ser conhecida por bailarinas importantes o que irá, certamente (?), ajudá-la a “Passar no Ventrevest” de sei lá quem.
O tempo médio de Graduação em uma Universidade “quase impossível de entrar” varia de 6 a 10 anos. Ninguém ensinou o que fazer depois de “estar lá”, só aprendemos a “estar”, não aprendemos a ser, nem a aprender, nem a permanecer porque fórmulas servem apenas para isto. Estar. O ser é uma construção pessoal, ser profissional, então, uma outra construção que depende de um pouco de talento e muito esforço, então vem a frustração e a menina bate na minha porta uma vez mais “Eu fiz tudo direitinho! Tenho um guarda-roupa incrível, conheço todas as pessoas que deveria conhecer, fiz os cursos que tinha que fazer e ‘não aconteceu nada’!” e então, me resta a terrível função de comunicar a menina que para ser Bailarina de Dança do Ventre ela precisa aprender a dançar Dança do Ventre e, sim, estas coisas óbvias são as que devem ser repetidas porque são as que esquecemos primeiro, buscando a tal da fórmula que em tantos anos de apaixonado exercício de ensinar Dança do Ventre (17!!!) não há diabo que faça a menina convencer-se disso, por mais que eu diga.
Encerrados os meus argumentos, a contra-argumentação é quase sempre a mesma: “Você é a Jade, você pode se dar ao luxo de fazer o que quiser!”, lá vem mais uma informação-bálsamo: É o contrário, Bailarina!!! É justamente o contrário: Foi somente por fazer o que quero – e estudo, e acredito, seguindo o exemplo de algumas das maiores bailarinas do mundo – que eu cheguei até aqui.
Vai pro espelho, Bailarina! Pegue esse tempo de discussão de fórmulas, tome um banho bem gostoso, cuide da sua pele, faça muito carinho em você mesma, coloque uma roupa confortável, faça um chá de frutas vermelhas e vai ver a Fifi Abdo dançar…
É pra você, pra mim, pra Fifi, é for all!"
Jade El Jabel
www.jadedancadoventre.com.br

FONTE: Bailar! Magazine - www.bailarmagazine.com.br

Maquiagem

Eu achei simplesmente LUXO essa maquiagem inspirada na Rihanna.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tribal

Aqui em Brasília está com uma onda que vem acontecendo há algum tempo, é um trabalho que está se tornando muito forte e surgindo alguns talentos.
E para as meninas que não conhecem muito sobre o tribal, origem, danças utilizadas e etc, eu encontrei um texto maravilhoso da Shaide Halim que explica tudo isso.
"Não pode ser considerado folclore. Também não é etnicamente tradicional. O Estilo Tribal divide gostos e opiniões, e deixa uma dúvida: o que é afinal esta dança? Para quem ainda não conhece, Estilo Tribal é uma modalidade de dança que funde arquétipos, conceitos e movimentos de danças étnicas das mais variadas regiões, como a Dança do Ventre, o Flamenco, a Dança Indiana, danças folclóricas de diversas partes do Oriente e danças tribais da África Central, chegando até mesmo às longínquas tradições das populações islâmicas do Tajisquistão e Uszbequistão. Este estilo surgiu nos EUA, nos idos dos anos 70, quando a bailarina Jamila Salimpour, ao fazer uma viagem ao Oriente, se encantou com os costumes dos povos tribais. De volta à América, Jamila resolveu inovar e mesclar as diversas manifestações culturais que havia conhecido em sua viagem.

Com sua trupe Bal Anat, passou a desenvolver coreografias que utilizavam acessórios das danças folclóricas e passos característicos da dança oriental, baseando-se em lendas tradicionais do Oriente para criar uma espécie de dança-teatro, acrescentando a isso um figurino inspirado no vestuário típico das mulheres orientais.

Uma forte característica trazida das danças tribais é a coletividade. Não há performances solos no Estilo Tribal. As bailarinas, como numa tribo, celebram a vida e a dança em grupo. Dentre as várias disposições cênicas do Estilo Tribal estão a roda e a meia lua. No grande círculo as bailarinas têm a oportunidade de se comunicarem visualmente, de dançarem umas para as outras, de manterem o vínculo que as une como trupe. Da meia lua surgem duetos, trios, quartetos, pequenos grupos que se destacam para levar até o público esta interatividade.

Nos anos 1980, novas trupes já haviam se espalhado pelos EUA. Masha Archer, discípula de Jamila, ensina a Carolena Nericcio a técnica criada por Jamila para obter um melhor desempenho de suas bailarinas. Esta técnica baseia-se nos trabalhos de repetição e condicionamento muscular do Ballet Clássico adaptados aos movimentos das danças étnicas. Incentivada pelas diferenciações do novo estilo, Carolena forma sua própria trupe e dá novos contornos à história do Estilo Tribal."

E aqui tem um vídeo que mostra a Jamila, Suhaila (filha) e a trupe.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

De volta a ativa!


Sei que o blog ficou paradíssimo boa parte desse ano mas foi um ano de grandes mudanças, grande decisões e com a graça de Deus foram para o lado bom!
Recebi muitos emails pedindo para não para com o blog e agradeço de todo coração por esse carinho e as aviso que o blog NÃO ACABOU e voltamos com tudo agora!
Irei colocar em dia algumas postagens antigas e voltaremos ao normal nesse mês de outubro, voltaremos aos nossos estudos, aceito sugestões de bailarinas, vídeos, maquiagens, TUDO... pois a proposta do blog é ser uma ferramenta de estudo para todas nós!
Beijos, e até a próxima postagem!!!
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